segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Adolescência. Fase difícil.

É certo que todos nós já passamos por isso, mas ainda não conseguimos, na maioria das vezes, compreender esta fase tão complicada.

Segundo o dicionário, adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais, sendo que estas duas últimas recebem interpretações e significados diferentes dependendo da época e da cultura na qual está inserida. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), adolescente é o indivíduo que se encontra entre os dez e 20 anos de idade. Já no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estabelece outra faixa etária: dos 11 aos 18 anos.

O fato é que não é fácil passar por esta fase e nem conviver com os jovens que estão passando por ela. Os conflitos são constantes. A busca por uma identidade única é um dos problemas que adolescentes frequentemente encaram, desafiando autoridades e regras como um caminho para se estabelecerem como indivíduos. Nem crianças, nem adultos. Hormônios em ebulição. Mudanças drásticas no cérebro. O contato com os vícios e o sexo. Tudo isso traz dúvidas e revolta. É preciso ter muita paciência, tanto adolescentes quanto pais, para que haja um relacionamento saudável na família. Digo isso, porque eu fui uma adolescente rebelde. Gostava de faltar às aulas (cabular) e mentia muito para os meus pais. Existia uma raiva dentro de mim que eu não conseguia explicar. Tudo me irritava. Durante muitos anos acreditou-se que os adolescentes, assim como as crianças, não eram afetadas pela Depressão, já que, supostamente, esse grupo etário não tinha problemas vivenciais. Atualmente sabemos que os adolescentes são tão suscetíveis à Depressão quanto os adultos e ela é um distúrbio que deve ser encarado seriamente em todas as faixas etárias.

Atualmente, o conceito mais aceito é o de que não existe adolescência, e sim adolescências em função do político, do social, do momento e do contexto em que está inserido o adolescente. O ser humano quando chega aos seus 14 anos, acredita ser capaz de tomar suas próprias decisões. Porém, isso não bem assim. Ter 14 ou 18 anos não faz com que o jovem adquira tanta experiência que o torne uma pessoa capaz de enfrentar o mundo. A maturidade virá com os anos e com os problemas enfretados na vida.
Em resumo, eu particularmente acredito, que o melhor ainda é que os pais tenham muito diálogo com seus filhos desde muito pequenos e que os façam entender que contar tudo é o caminho para um bom relacionamento. Não provocar o medo e sim impor respeito é a melhor solução. É isso.

Um comentário:

Pâmela Cristina disse...

Amei este seu comentario, me ajudou muito com meu trabalho de escola,Foi usada palavras tão simples e claras.Meus parabéns.

Erros!!